14.4.09

Do que não consigo entender

Me concedo três desejos,
E quem não quiser que se lasque.
Hoje eu posso mudar tudo.
Ultrapasso os seus passos e, se quiser, você que me acompanhe.
To a cem por hora que é pro vento ficar na cara.
Passei pela tua casa e tentei te ligar.
Só que pra variar, nada de você me atender.
To caindo na estrada, volto qualquer dia.
Deixe sua mensagem se esperar a secretária tocar.

Escrevo na areia aquilo que é segredo.
Vejo a verdade através de olhos alheios.
Sou diferente de quem era antes.
Sou o pior que há em você,
Assim como você é o pior que há em mim.
Dois vícios, dois loucos, dois doidos que sempre se pegam.
Eu não presto e nem quero.
Sou totalmente louco pelo arrepio que você sempre causa em mim.
Diz que não temos mais tempo, então vire a ampulheta.
Deixe que se intrometam e que passem nossas vidas em qualquer cinema por aí.

Sabe que eu sempre gostei de confusão e de dizer não.
Que eu nunca liguei se estava na contramão.
Só que agora tão longe vejo que sem você perco o rumo.
É como se a ordem de tudo mudasse. Minha São Paulo inundasse. Tivesse sofrido um revés.

As coisas perdem suas graças.
Vira tudo uma desgraça.
As horas descompassam e eu fico acreditando que foi tudo sem querer.

Vai saber como deve ser.
Acho que ainda sou um puta de um mentiroso.
Digo que não presto.
Mais basta alguém dizer que gosto de tudo certo e pronto.
Se prepara que lá vem protesto.
Viro um monstro.
Viro um bicho.
Mas não adianta nem revirar no lixo.
Pois nessa hora, eu já devo estar longe de você.
Que fique pra próxima. Deixa pra outra.
Convida outra pessoa.
Pois hoje no pique eu não to.

Cansei de dar as caras,
Vou sair enquanto a chuva não engrossa.
Ver se arranjo alguma resposta.
Pra apagar essa coisa louca que vira minha mente cada vez que escuto algo sobre você.

14/04/2009

Escrito por: Carlos Henrique Alves