25.2.09

Si vis pacem para bellum

Dei liberdade, você avançou.
Montou seu esquema, comeu parte por parte.
Não vou pedir clemência agora e nem daqui a pouco.
Pouco me importa o jeito que você quer tirar minha cabeça.
Eu pedi pra atender o meu desejo, arrisquei no número que menos dava saída.
De repente, me vi cheio de energia.
De repente, me vi cheio de esperança.
Dei mais uma chance para ver se as gotas nas lentes eram de água ou de sangue.
E assim, me vi beijando o chão com a testa doendo pela pancada na face.

Não passe a borracha nos pontos que ligados dariam uma vida.
Não espalhe a areia que no desenho parecia ser o fosso do castelo.
Foi quando ouvi: "Olhe pro céu, clame pelo seu Deus”.
Não se engane com o brilho do cometa. Isto não se trata de um disco voador.

Prepare meu absinto e depois se sirva à vontade.
Veja os pontos luminosos que a fada verde nos proporciona.
Ouça Beethoven enquanto eu rabisco seu nome pelas paredes da casa.
Ou se preferir, não me espere adormecer para continuar o seu plano.
Pois neste momento você já deve estar consumindo ou sendo consumida.
Para logo em seguida citar teorias engajadas em traições de alto escalão.
Como se fossem amarelinhas ou cirandas em ruas ou becos sem saída.

Seus borrões não venderão tanto quanto um Monet.
Não trace metas, apenas viva.
Seja primitivo tanto quanto é demodé.
Vista seu chapéu de Napoleão e encarne a loucura irreverente do mestre da sanidade.

Mais se os planos forem falhos, a meta não for atingida ou se no final não houver outra saída...
Troco minha caixa de segredos por uma kataná ou um lote de C4.
Não pense que é pelo impacto, apenas quero brincar de variar em locais com adesivo de perigo.
E se você não vier comigo, tudo bem.
No final das contas, cresci escutando que não se pode confiar 100% em alguém.
Mas sendo assim, se não é aliado é inimigo.
Si vis pacem para bellum pra você.

Fique distante, não cruze o meu caminho.
Não hasteie bandeira branca, pois posso utilizar duas moedas e repousar ela sobre você.

Dei liberdade, você avançou.
Devastou campos, cessou histórias.
Deixando na minha memória, lembranças de um incompleto amor.
Boa sorte e bem-vindo ao inferno.
Pois acabo de entrar no jogo.
Para sorte ou azar seu.


24/02/2009

Escrito por: Carlos Henrique Alves