27.2.11

Phases

Janelas voam enquanto a cidade afunda.
Aqui dentro, sufoco com o pouco espaço que ainda me resta.
Tento escapar pela fresta da porta bem de fininho.
Vou correndo pra chegar o mais rápido que eu conseguir.

Pensei e concluí que já é hora de tatuar você na minha mente.
Qual seria a sentença justa para tudo que você faz comigo?
Desculpa, mas eu não tenho culpa dessa sensação louca que torna a frase ‘Eu amo você’ em só mais um pleonasmo.

Pare os relógios pra deixar tudo mais gostoso.
Feche sua mão de uma maneira que eu não passe por entre os dedos.
Foda-se o resto e tudo aquilo que ainda insistir em fazer algum sentido.
Deixe que meu corpo reaja na mesma proporção de quando se dá um amasso a 200 por hora.
Quase ninguém entende o que rola, mas basta o seu oi pra minha cabeça entrar em parafuso.
É o estopim causador. A língua morta que de morta não tem nada. O idioma que somente nós dois sabemos.

A pessoa que quando ao meu lado, faz do horizonte um simples espelho a milhas e milhas de distância.

27/02/2011

Despejado por: Carlos Henrique Alves
Aprovado por: Eduardo Parrucci