20.5.10

Omnis Virtus in Actione Consistit

Agora vejo que não tenho mais idade de brincar de castelos de areia.
Com o passar do tempo, percebi que às vezes é melhor se esvair do que coagular.
Se todos os soldados estão mortos, deixe que a caravana siga em paz.
Não provoquemos a ira divina ou a raiva sobre-humana.
Afinal, não dizem por aí que é a noite que os demônios saem pra dançar?
Sendo assim, que Deus me abençoe e que Deus me proteja.
Faço o sinal da cruz e sigo em frente.

Que alivio a mais eu poderia sentir, além do vento batendo contra o meu rosto?
Corro cada vez mais rápido.
Procuro fugir da nuvem negra que vai ficando para trás.
Cada vez mais, aprendo a matar um leão por dia.
Cada dia que passa, aprendo a matar melhor aquilo que incomoda minha paz.
Parece que o bem que você faz a si próprio, só é mal quando vai contra a vontade alheia.
Não fui eu quem inventou as regras, porém não serei eu quem irá entregar os pontos.

Deixo que os bispos se escondam atrás das torres.
Deixo que os sorrateiros avancem custe o que custar.
O ego sempre matou tanto quanto qualquer outra doença.
Pode levar mil anos, pode demorar muito tempo.
Me faço de peão, enquanto a rainha foge sobre seu cavalo.
Porém um dia a lua vai testemunhar, enquanto o sol queima os seus pecados.

O rei está morto. Só que a minha fé continua a mesma.
Corro cada vez mais rápido. Corro com sangue nos olhos.
Deixo que a lua testemunhe aquilo que o sol reduz a pó.
O ego sempre matou tanto quanto qualquer outra doença.
Que Deus abençoe a rainha deposta.
Pois o rei ainda vive em nossas mentes.

Si vis pacem para bellum.

20/05/2010

Escrito por: Carlos Henrique Alves