28.8.08

O preço das coisas

E com as pedras que rolaram morro abaixo,
Aproveitei e trilhei o meu caminho.
Com o sol que cortou a madrugada,
Eu me levantei e sempre tentei me tornar algo melhor.

Confesso nunca ter sido bom em química,
Mais agora vem você dizendo,
Que esse foi um dos fatores pra eu não ter sido aprovado na tua escola.
Logo agora que eu to tão bonzinho.
Logo agora que eu to menos calhorda.

O mundo, como sempre, segue o seu fluxo.
Enquanto eu tento descansar o corpo e aliviar a mente.
Nada como uma sinfônica pra nos levar até uma boa noite de sono.
Nada como uma segunda,
Pra renovar meus pecados.

Você sempre volta com alguma novidade.
Seja em noite de lua cheia,
Quando os meus sentidos estão à flor da pele.
Seja debaixo de chuva,
Pedindo beijos calorosos pra esquecer do frio do seu corpo.

Tente de novo, faça mais um pouco, me tire do sufoco.
Mostre-me o preço das coisas como realmente são.
Você chega e vai embora,
Você vem e eu sempre quero mais.
Me ensine um pouco de química, façamos uma nova Bomba H
Dê-me a droga pra desacelerar os meus batimentos
Só não me faça sentir saudades de algo que está tão perto.

Às vezes o preço das coisas se torna um absurdo.
Nos deixa sem pé nem cabeça... Faz de tudo uma tremenda confusão
São sonhos vividos em plena realidade,
Sol despontando em meio à escuridão.
São olhos pedindo o entendimento em algo incompreensível.
São os dias que passam voando sem nenhuma solução.

O preço das coisas não é o que parece.
Mas pra certas coisas, sempre existe explicação.


4/12/2006

Escrito por: Carlos Henrique Alves