My Place
Linguagem Subliminar
Eram as rosas que faziam o passado ressurgir.
Era a lua gigante e amarelada que fazia os meus olhos se encherem.
Com um suspiro a cada despedida,
Entrava no meu carro e ia voando rumo ao desconhecido.
Caçando novas constelações ou tentando encontrar sentido pras coisas.
Mais com várias cores, e com vários rumos...
De nada adiantava um futuro, se o presente não era decente.
Caminhava lentamente, com passos calmos vendo tudo ao redor.
Enxergava cada sorriso e cada balançar em meio à multidão.
Não via nenhum motivo que me causasse um frisson, mas desejava uma noite quente como aquelas das épocas de verão.
Fosse com chuva forte ou com algo extremamente dissonante,
Bastava um instante e quando resolvia, tudo já havia se passado.
Seguia passos e esperava reações adversas.
Escapava entre frestas causadas por tanta dilaceração.
Ó mundo inconsciente e cinza.
Só que antes destas cinzas, houve tanto carnaval.
Lindo era o seu sorriso, loiro era o seu cabelo.
Num segundo, como um flash, tudo se transformou em realidade.
Meu mundo, que exagero.
Às vezes, as estrelas realmente são cadentes.
E nessa cadência minha vida segue.
Sem altos e baixos ou sem se quer bom dia ou boa noite.
Mais sei que era doce aquele perfume que vinha não se sabe de onde.
Não, essa não é tão simples.
Até parece meio complexa.
Quem conhece bem o caminho que leva ao paraíso,
Sabe que muitas vezes podemos parar no inferno.
E mesmo o inferno, às vezes, sendo mais convidativo que o paraíso,
Basta um suspiro pra notarmos que o melhor de tudo é o lugar seguro.
Mas por Deus, onde está tal lugar?
As flores foram jogadas trilhando o caminho.
O leque das opções foi aberto a você.
Você foi jogado contra a parede.
Porém, cabe somente a você resolver.
Com quantas equações se faz um poema?
Quantos adeus daremos antes do adormecer?
O mundo muda sempre a cada segundo.
E pra todo nobre vagabundo, há uma dama da salvação (ou da perdição).
Feito: Maio de 2005
Refeito: 20/10/2006
Mexido e remexido por: Carlos Henrique Alves
